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segunda-feira, 15 de março de 2010

Orientação Sexual ou Alguem por um acaso escolhe ser gay?

Se tem uma expressão que odeio, mais até do que homossexualismo (que denota, pela presença do sufixo ismo, uma doença) é a expressão "opção sexual". Enquanto palavras como homossexualismo estampam descaradamente um preconceito, a expressão opção sexual esconde uma serie de conceitos errados e uma certa carga de preconceito escondido.



Tudo por causa da palavra opção.


Sinceramente, quem acorda um dia e opta por ser gay? Um dia aquele menininho acorda e diz: "Humm, acho que vou começar a gostar de homens. Acho que dar a bunda é uma boa escolha." Ninguém acorda e escolhe que tal coisa vai lhe excitar, que seu próprio género vai te agradar mais do que o oposto.



Serio mesmo, quem em sã consciência ESCOLHERIA ser diferente de todos, sofrer preconceito, passar as angustias de se assumir ou não, e ter de tolerar a rejeição dos que te rodeiam? Seria a mesma coisa de uma pessoa branca querer se tornar magicamente negra em meio a fanáticos skinheads. É suicídio.



Não se tem um consenso quanto a isso, qual a origem da homossexualidade, bissexualidade ou transgenero, mas eu com todo meu conhecimento na área de psicologia, e tendo uma amiga estudante da área com quem debato muito (beijos , te amo) , eu tenho cá minhas teorias.



Mais de 98% das pessoas com orientação sexual diferente da hetero, são filhos de pais ambos heteros. Um ou outro caso o pai ou a mãe se revelou gay mais velho, ou sempre o foi. Sendo assim, dentro de um lar hetero, vindo de dois pais heteros, mesmo assim nasce um filho gay, as vezes um entre vários filhos heteros. Como explicar então que com uma mesma criação dada aos irmãos, uma pessoa se torna qualquer outra coisa sem ser hetero.

Ai entra minha teoria, baseada na expressão "orientação sexual".

Eu acredito que a pessoa já nasça com essa pré disposição. É como uma bussula preste a apontar pro norte assim que descobre que ele existe. Pode passar um longo periodo sem que a pessoa sinta que tem essa atração pelo mesmo sexo. Mas um dia vem um lampejo, uma situação que aciona isso.


Seja a menina que um dia vê a coleguinha dormindo ao seu lado e repara nas formas do corpo dela, seja o menino que no banheiro vê pela primeira vez um outro pênis tão proximo e começa a deseja-lo ou mesmo alguem que vê uma pessoa que admira de outro sexo e descobre que queria ser como ele ou ela e que nasceu no corpo errado.

Um dia algo vai ativar essa coisa latente. Nunca foi uma escolha da pessoa, ela nasceu, pelo menos pra mim, desse modo.


Achar que orientação sexual é opção sexual é uma porta aberta pras pessoas pensarem que, como é uma escolha, que a qualquer momento se a pessoa quiser ela pode mudar, ela pode voltar atras e escolher ser hetero, que será feliz se relacionando com pessoas do sexo oposto.


Pra mim isso pelo menos é um ponto firme e do qual não regrido em minha opnião. O genero que você gosta não é escolha.


Beijos da Amanda

sexta-feira, 12 de março de 2010

A eterna duvida sobre assumir ou A luta constante contra um movel

Para uns a escolha mais natural do mundo, para outros uma duvida escruciante. A propria giria referente a esconder sua opção sexual já diz tudo. Sair do armario. Afinal quem está lá está se escondendo. Eu poderia ter dito que está escondendo alguma coisa, mas enquanto a pessoa não se assume ela esta fingindo ser alguem que não é de verdade.
Muita gente pode dizer que a pessoa tem de se assumir, que só vai ser feliz de verdade quando o fizer, e tudo mais, mas quem não se assume ou o faz tardiamente tem lá seus motivos.
Imagine aquele ultimo filho, o caçula que nem era previsto, com pais já de mais idade, que quando se descobre gay, ou bi, na adolescencia seus pais ja estão quase ou já na terceira idade. Seus pais não são uma geração anterior, mas duas. Como faze-los entender? Como esperar que eles não tenham um piripaque?
Ou aquele mulher que viveu a vida toda tendo filhos, aguentando abusos do marido que se divorcia e nunca aparece em casa com ninguem pois a vida toda escondeu ser lesbica? Como dizer aos filhos pra se acostumarem a ideia que eles terão duas mamães agora?
Algumas situações como essas são complicadas, se assumir envolve afetar varias pessoas, saber que por mais que pareça preconceito da pessoa as vezes ela não pode aceitar de pronto pois ama tanto você que teme o que irá enfrentar. Saber que algumas pessoas ou ainda não estão prontas ou nunca estarão prontas para aceitar sua orientação sexual.
Sou contra essa coisa de hastiar bandeira, de se autoproclamar pro mundo sua orientação sexual. Por acaso alguem se apresenta "ola sou Pedro sou hetero"? Se assuma pra quem cabe saber, suas pessoas proximas, quem convive com vc e a quem interessa essa informação. Ou acha que um hetero diz logo de cara pro chefe que prefere loiras que curtam usar couro? Ninguem revela seus fetiches e fantasias pra pessoas não intimas, ou colegas de trabalho que nem saem contigo. Você reserva isso as pessoas que devem saber e a quem tem intimidade. Não vai ser util a ninguem vc estender uma bandeira e se dizer gay sendo que a velhinha que ta passando do outro lado da rua não quer saber.
Pareceu até que sou contra se assumir ne? Mas não. sou totalmente a favor.
Meu caso por exemplo. Não acha que seria bem mais facil pra mim se eu me assumisse? Como disse minha amiga Cassianne em seu blog, ela por ter nascido com uma vagina pode levantar de manha e escolher entre sair desarrumada, sem se pentear nem nada ou pode passar lapis no olho, batom e um vestidinho. Ela pode escolher eu não. Por não me assumir eu sempre que saio tenho de colocar uma roupa masculina, agir como homem, ate deixar a barba por fazer. Não posso sair como mulher como eu queria.
O que mata é a duvida. Não saber o quanto vão me rejeitar, o quanto serei aceita, quais agruras passarei e quais alegrias terei. Não saber quem da familia me viraria as costas e quem me ampararia. Quais amigos se afastariam e quais se tornariam mais .
As incertezas preenchem minha mente e elas que alimentam a covardia de não me assumir.
Ultimamente a ideia de me assumir anda cada vez mais forte e avida, mas sempre acontece um porem, um réves.
Por fim esse post é mais um desabafo. Uma procura por resposta.
O que você faria em meu lugar?
O que devo fazer?
Beijos Amanda

quarta-feira, 3 de março de 2010

O Preconceito contra o Fetish ou Porque a Sociedade clama por uma vida sexual "normal"



As pessoas tem fantasias e fetishes e isso é um fato. Quem disser que não esta mentindo. Seja aquele cara que adora sexo anal, ou a menina que curta um tapinha de leve enquanto é comida de quatro.

Seja uma lingerie de uma determinada cor, ou um motel preferido que te excita, seja um local ou um modo de fazer sexo, isso é um fetish, isso é uma fantasia.

O engraçado é que a maioria das pessoas acha saudavel ter pequenos fetishes, que apimenta a relação, que ajuda a sair do marasmo, que ajuda o relacionamento a andar. Mas quando se trata do fetish dos outros principalmente se sai um pouquinho do eixo da "normalidade" sempre tem alguem com duas ou três pedras na mão pronto a falar que isso é anormal, que aquilo não se faz ou aquilo outro chega a ser nojento.

Tudo porque a sociedade clama por um comportamento sexual dito "normal". E usa parametros arbitrarios para definir essa normalidade.

A sociedade funciona com base no controle. Não é permitido roubar, matar, agredir. Regras impressindiveis Mas com o tempo essas regras foram ramificando, deram origem a outras com menos importancia até chegar a normas não ditas sobre o comportamento sexual das pessoas.

Uma conhecida minha é executiva junior de uma empresa de telefonia, tem contato maior com subalternos de varios niveis, embora possa ser feminina na empresa, tem de dar uma de durona, tomar atitudes energicas e decissões rapidas e que sejam obedecidas fielmente. Quando ela chega em casa tudo que ela mais quer é não ter de escolher nada, não mandar em ninguem nem nela mesma. O fetish dela é ser amarrada pelo namorado que mora com ela, de ser vestida de empregadinha e ser submissa a ele, ser dominada. Ela assim se liberta das amarras da escolha, se submete a alguem coisa que em seu dia a dia não pode fazer e passa o dominio pra outro. Alguem pode culpa-la por isso, por escolher sentir prazer pela falta de escolha, de inverter e em vez de dar um tapa na cara (metaforicamente falando) nos empregados e levar um de forma literal em casa? Pois é a sociedade pode.

Porque a sociedade não julga o individuo por suas ansiedades, desejos ou restrições. Ela julga pelo ato em si. Pela forma como se comporta, dura e friamente.

O medo inconsciente da sociedade é que cada individuo comece a fazer o que quer na cama e com isso pare de julgar o que outro faz. A sociedade em seu amago teme que com o fulano não julgando se o colega dá a bunda que simplesmente com o tempo ele tambem vai parar de julgar se fulano fez bem ou não ao matar, roubar ou agredir. Essas regrinhas que rejem nossa vida sexual não são a base da sociedade minha gente. Essas leis maiores e de importancia sim.

E o proprio individuo teme essas coisas por ele mesmo ter fantasias e não pode deixar isso passar sem que pareça que ele mesmo tem interesse nas pessoas acharem normal essas praticas. O individuo teme que seja descoberto. Ele teme ser taxado de pervertido e tarado pois ele mesmo de alguma forma já se taxa assim. Mas isso é assunto para outro post.

Que tal começar então a escolher melhor seus governantes, praticar o bem em sua vida e deixar o outro realizar suas fantasias sejam elas quais forem? Quem sabe assim você cria coragem de pedir a seu namorado pra se bezuntar de oleo ou a namorada pra se vestir de dominatrix e não ache a si mesmo um pervertido?

Beijos da Amanda.